O crescimento dos provedores de internet e operadoras deixou de depender apenas da expansão de rede. Em um mercado mais competitivo, com clientes mais exigentes e operações cada vez mais distribuídas, a pergunta que ganha força entre líderes do setor é outra: como crescer sem aumentar a desorganização operacional?
Foi a partir dessa provocação que a G2 realizou a segunda edição do Telecom Next um encontro exclusivo voltado a executivos, tomadores de decisão e profissionais estratégicos do setor de telecomunicações. Realizado em São Paulo, no Espaço ioasys, o evento reuniu discussões sobre eficiência, governança, redes autônomas, integração de sistemas e os desafios que impactam diretamente a escalabilidade dos ISPs.
Mais do que um evento institucional, o Telecom Next se posicionou como um espaço para discutir uma dor real do mercado: a distância entre o crescimento comercial das empresas de telecom e a maturidade operacional necessária para sustentar esse crescimento com controle, previsibilidade e qualidade na experiência do assinante.
Nesse contexto, a edição de 2026 também marcou um momento importante para a G2: o lançamento oficial do OASIS, a primeira plataforma nacional BSS/OSS AI-first desenvolvida de acordo com as premissas do TM Forum para apoiar provedores na construção de uma operação mais integrada, inteligente e preparada para os próximos ciclos de crescimento.
Telecom Next 2026: um encontro para discutir o crescimento real dos ISPs
O setor de telecom vive um paradoxo. Por um lado, a demanda por conectividade continua impulsionando expansão, novos investimentos e aumento da base de assinantes. Por outro, muitas empresas ainda operam com processos fragmentados, sistemas desconectados e baixa visibilidade sobre etapas críticas da jornada do cliente.
Esse cenário cria um custo que nem sempre aparece de forma direta no demonstrativo financeiro, mas que afeta margem, produtividade e retenção. Ele surge em ativações demoradas, chamados sem contexto, retrabalho entre áreas, cobranças inconsistentes, falhas de integração, dificuldade de medir SLA e perda de previsibilidade sobre a operação.
Foi justamente esse ponto que orientou a proposta do Telecom Next 2026. O evento colocou em discussão o custo invisível da desorganização operacional, mostrando que a eficiência dos ISPs não depende apenas de infraestrutura, mas também da capacidade de conectar processos, dados, pessoas e tecnologia em uma mesma lógica de gestão.
Para líderes do setor, essa discussão é cada vez mais estratégica. Afinal, quando a empresa cresce sem governança, cada nova venda pode aumentar a complexidade interna. A operação passa a depender mais de conferências manuais, ajustes emergenciais e conhecimento concentrado em poucas pessoas. O resultado é uma estrutura que cresce em volume, mas não necessariamente em maturidade.
A operação das ISPs precisa ser vista como uma jornada integrada
Um dos principais pontos discutidos no Telecom Next foi a necessidade de enxergar a operação de como uma jornada contínua. Para o assinante, a experiência não é dividida entre áreas internas. Ele não separa venda, instalação, cobrança e suporte. Para ele, tudo faz parte da mesma relação com a empresa.
O problema é que, dentro de muitos ISPs, essa jornada ainda acontece em etapas isoladas. O comercial trabalha com uma lógica, a ativação com outra, o financeiro depende de informações que nem sempre chegam estruturadas e o suporte técnico muitas vezes recebe chamados sem histórico suficiente para agir com rapidez.
Essa fragmentação cria uma operação mais lenta, menos previsível e mais vulnerável a falhas. Também dificulta a análise gerencial, porque os indicadores passam a refletir pedaços da operação, e não a jornada completa do cliente.
O Telecom Next trouxe esse debate para um nível mais executivo: não basta digitalizar processos se eles continuam desconectados. A maturidade operacional em telecom exige uma arquitetura capaz de sustentar integração, governança e inteligência sobre toda a jornada do assinante.
Redes autônomas e governança: o próximo desafio do setor
A programação do evento também trouxe uma reflexão sobre o avanço das redes autônomas e seu impacto na operação dos provedores. Com a participação de José Ricardo Formaggio, fundador da Automatum e Embaixador do TM Forum para a América Latina, o Telecom Next ampliou a discussão para além da tecnologia em si.
O tema central não foi apenas automação. Foi maturidade operacional.
Redes autônomas exigem dados confiáveis, processos bem definidos, integração entre sistemas e capacidade de tomada de decisão baseada em indicadores. Sem essa base, a automação corre o risco de apenas acelerar gargalos que já existem.
Para ISPs em crescimento, esse ponto é decisivo. A empresa pode investir em novas tecnologias, ampliar cobertura e conquistar clientes, mas continuará limitada se a operação não tiver uma estrutura de gestão preparada para absorver esse avanço.
A discussão reforçou uma ideia importante: o futuro da telecom não será definido apenas por quem tiver mais infraestrutura, mas por quem conseguir operar com mais inteligência, previsibilidade e controle.
O lançamento do OASIS como marco da edição de 2026
Além dos debates estratégicos, o Telecom Next 2026 marcou o lançamento oficial do OASIS, apresentado pela G2 como a primeira plataforma brasileira BSS/OSS AI-first desenvolvida de acordo com premissas internacionais do TM Forum, especialmente a Open Digital Architecture (ODA).
O lançamento teve papel central no evento porque materializou uma resposta prática para uma dor recorrente do setor: a dificuldade de integrar jornadas operacionais críticas em uma base mais conectada e governável.
A apresentação conduzida por Juliana Najara, Arquiteta de Soluções da G2, trouxe uma visão sobre como a desorganização operacional pode corroer margens e comprometer a experiência do cliente. Nesse cenário, o OASIS foi apresentado não apenas como uma nova plataforma, mas como parte de uma visão mais ampla da G2 para o mercado de telecom.
O ponto mais relevante do lançamento não está apenas nas funcionalidades da solução, mas no que ele representa: um movimento nacional para apoiar ISPs e operadoras na construção de operações mais integradas, escaláveis e orientadas por inteligência.
Em vez de tratar o crescimento como simples aumento de base, o OASIS coloca em evidência a necessidade de sustentar esse avanço com processos conectados, dados estruturados e maior visibilidade sobre a jornada do assinante.
Por que o lançamento do OASIS importa para o mercado
O lançamento do OASIS acontece em um momento em que muitos provedores enfrentam uma transição importante. O mercado saiu de uma fase em que crescer rapidamente era o principal indicador de competitividade e entrou em uma etapa em que eficiência, retenção, governança e rentabilidade ganham mais peso.
Isso muda a forma como os ISPs precisam olhar para tecnologia.
Durante muito tempo, a operação pôde crescer apoiada em múltiplos sistemas, adaptações internas e controles paralelos. Mas, à medida que a base aumenta, esse modelo cobra seu preço. Pequenas falhas passam a se repetir em escala. Informações desencontradas geram perda de produtividade. A experiência do cliente sofre. A gestão perde clareza sobre onde estão os gargalos reais.
Nesse cenário, o lançamento do OASIS reforça uma provocação importante: o setor de telecom precisa evoluir da lógica de sistemas isolados para uma lógica de jornada operacional integrada.
Essa mudança não é apenas tecnológica. Ela envolve governança, arquitetura, processos, dados e capacidade de tomar decisões melhores. Por isso, o lançamento no Telecom Next foi estratégico. Ele conectou a discussão conceitual sobre o futuro dos ISPs a uma iniciativa concreta desenvolvida pela G2 para responder aos desafios reais do mercado.
Telecom Next como espaço de conexão estratégica
Outro aspecto importante da edição de 2026 foi o formato do evento. Por ser um encontro executivo e presencial, o Telecom Next criou um ambiente voltado à troca de experiências entre líderes, especialistas e profissionais que vivem os desafios do setor na prática.
Esse tipo de encontro é relevante porque muitos gargalos da telecom não aparecem apenas em relatórios técnicos. Eles surgem nas conversas sobre operação, crescimento, atendimento, cobrança, suporte, integração e governança. São problemas que envolvem sistemas, mas também envolvem decisões de gestão.
Ao reunir diferentes visões, o Telecom Next reforçou o papel da G2 como parceira estratégica para empresas de telecom que estão em fase de crescimento e precisam transformar complexidade em estrutura operacional.
Mais do que apresentar tendências, o evento trouxe uma mensagem clara: crescer exige preparo. E, no setor de telecom, preparo significa integrar jornada, reduzir pontos cegos e construir uma operação capaz de sustentar escala com controle.
O que o Telecom Next deixa como reflexão para os ISPs
A edição de 2026 do Telecom Next deixa uma reflexão importante para líderes de telecom: a próxima fase de crescimento dos ISPs não será sustentada apenas por expansão de rede, aquisição de clientes ou novos planos comerciais.
Esses fatores continuam relevantes, mas não bastam quando a operação interna não acompanha o ritmo do mercado.
Empresas que crescem sem integração tendem a acumular complexidade. Empresas que crescem com governança conseguem transformar volume em eficiência, dados em decisão e tecnologia em vantagem operacional.
Esse é o ponto central que o Telecom Next colocou em debate. O futuro dos ISPs passa por uma gestão mais conectada, por sistemas capazes de conversar entre si, por processos menos dependentes de improviso e por uma visão mais clara da jornada do assinante.
O lançamento do OASIS reforça essa direção. Ao apresentar uma plataforma nacional BSS/OSS AI-first, a G2 Tecnologia amplia sua atuação no setor e coloca no centro da conversa uma necessidade urgente do mercado: crescer com inteligência operacional.
Confira como foi o Telecom Next 2026:

Como a G2 apoia empresas de telecom nessa evolução
Com 35 anos de experiência em tecnologia e gestão, a G2 Tecnologia atua apoiando empresas na construção de operações mais integradas, eficientes e preparadas para crescer com controle. No setor de telecom, essa atuação combina conhecimento de processos, integração de sistemas, governança operacional, inteligência aplicada à gestão e visão estratégica sobre os desafios dos ISPs.
O Telecom Next 2026 reforça esse posicionamento. Ao promover um espaço de debate sobre o futuro da operação em telecom e lançar o OASIS, a G2 mostra que sua proposta vai além da implementação de tecnologia. O foco está em apoiar empresas na criação de uma base operacional mais consistente, capaz de conectar jornada do cliente, eficiência interna e tomada de decisão.
Para provedores e operadoras, esse movimento é especialmente relevante. À medida que a competição aumenta, a diferença não estará apenas em vender mais, mas em entregar melhor, operar com mais controle e sustentar o crescimento sem ampliar a desorganização. É nesse contexto que a atuação da G2 em Consultoria SAP e SAP para Telecom se conecta ao desafio do setor: estruturar sistemas, processos e indicadores para que a gestão acompanhe a velocidade da operação.
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Nos vemos na próxima!
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