Consultoria SAP: por que implantar o ERP é a parte fácil?
  • Publicado em: 10 de agosto de 2026
  • Atualizado em: 10 de agosto de 2026

Consultoria SAP: por que implantar o ERP é a parte fácil?

Consultoria SAP não termina no go-live. Veja o que os dados mostram sobre projetos de ERP que falham depois da implantação e como sustentar o ambiente

Implantar um ERP tem começo, meio e fim. Tem cronograma, escopo, orçamento aprovado e uma data comemorada por todo mundo: o go-live. O que vem depois não tem nada disso, e é exatamente onde o projeto costuma se perder. 

Os números do setor são consistentes nesse ponto: a maior parte dos projetos de ERP entra em produção e, ainda assim, não entrega o resultado que justificou o investimento. Não porque a implantação falhou, mas porque ninguém sustentou o ambiente depois dela. 

Este artigo mostra o que os dados dizem sobre isso e onde uma consultoria SAP faz diferença real na fase que quase ninguém planeja. 

Por que implantar o ERP é a parte fácil de um projeto SAP 

Implantar é a parte fácil porque é a parte finita. Existe um escopo definido, um time dedicado, um patrocinador atento e uma data para terminar. Toda a estrutura do projeto existe para chegar ao go-live. 

Sustentar é a parte difícil porque não termina nunca. A operação muda, o negócio cresce, a legislação se altera, pessoas entram e saem, e o ambiente precisa acompanhar tudo isso sem que exista projeto, cronograma ou patrocinador olhando. 

A diferença fica clara quando as duas fases são comparadas lado a lado: 

  

Fase de implantação 

Fase de sustentação 

Duração 

Semanas ou meses 

Toda a vida útil do sistema 

Objetivo 

Colocar o sistema em produção 

Manter o sistema aderente à operação 

Quem acompanha 

Time de projeto dedicado 

Quase sempre ninguém 

Marco de sucesso 

Go-live 

Não existe marco (por isso é ignorada) 

Onde o valor aparece 

Quase nenhum 

Praticamente todo 

O que os dados mostram sobre projetos de ERP que não entregam resultado 

Estudos independentes do setor apontam que entre 55% e 75% das implantações de ERP não alcançam os objetivos originalmente definidos. A pesquisa da Panorama Consulting Group situa a taxa geral de insucesso em torno de 68%. 

E o dado mais revelador não é a taxa de falha, é o de realização de valor: apenas 30% a 35% das organizações relatam ter obtido integralmente os benefícios esperados do ERP. 

Ou seja: a maior parte dos sistemas entra no ar e funciona, mas nunca entrega o que prometeu. A falha raramente é um colapso; é uma erosão lenta, feita de baixa adoção, processo manual que voltou e recurso do sistema que ninguém usa. 

As causas mais citadas nesses estudos são sempre as mesmas três: gestão de mudança insuficiente, migração de dados malfeita e time sem experiência no projeto. Nenhuma delas é um problema de software. 

O custo do dado inconsistente 

A consequência aparece no lugar mais caro possível. O Gartner estima que a má qualidade de dados custa às organizações, em média, US$ 12,9 milhões por ano — soma de retrabalho, decisão equivocada e tempo humano gasto compensando o que o sistema deveria resolver sozinho. 

O mesmo levantamento aponta que 59% das organizações sequer medem a qualidade dos próprios dados, o que torna esse custo invisível no orçamento. 

Um estudo do IBM Institute for Business Value reforça o ponto: mais de um quarto das organizações estima perder acima de US$ 5 milhões por ano em razão de dados de baixa qualidade, e 43% dos diretores de operações classificam qualidade de dados como sua principal prioridade. 

O que acontece com o ambiente SAP quando ninguém o sustenta 

Um ambiente SAP sem sustentação não quebra. Ele se afasta da operação, aos poucos, até que a empresa passe a trabalhar em volta dele. 

O padrão se repete em quase todo diagnóstico: 

  1. Planilha paralela. Uma área precisa de um controle que o sistema não entrega naquele formato. Cria uma planilha "temporária". Três anos depois ela é a fonte oficial daquela informação. 

  1. Exceção que virou regra. Uma parametrização feita para resolver um caso específico continua ativa, aplicada a operações que nunca foram previstas. 

  1. Cadastro sem dono. Item cadastrado por pessoas diferentes, em momentos diferentes, sem padrão. O sistema calcula certo sobre um dado errado. 

  1. Recurso pago e não usado. Módulos, relatórios e automações que existem na licença e nunca foram habilitados, porque ninguém revisou o ambiente depois do go-live. 

  1. Integração que envelheceu. Um sistema conectado mudou de versão e a integração passou a trafegar dado incompleto sem gerar erro. 

Nenhum desses itens dispara alerta. Todos aparecem juntos, mais tarde, na forma de um número que a diretoria não consegue confiar. 

Como funciona uma consultoria SAP de sustentação e evolução 

Uma consultoria SAP de sustentação atua sobre o ambiente que já existe, com o objetivo de mantê-lo aderente à operação conforme o negócio muda. Não é suporte reativo a chamado, e não é um novo projeto de implantação. 

Na prática, o trabalho se organiza em quatro frentes: 

  1. Diagnóstico do ambiente. Mapear cadastros, parametrizações, exceções ativas e integrações para identificar onde o sistema deixou de refletir a operação. 

  1. Aderência funcional. Ajustar o que foi configurado para uma realidade que não existe mais, e habilitar o que já está disponível na licença, mas nunca foi usado. 

  1. Evolução contínua. Incorporar mudanças de negócio e de legislação ao ambiente sem exigir reimplantação. 

  1. Governança de dados. Estabelecer padrão de cadastro e rotina de revisão para que a inconsistência não volte a se acumular. 

A diferença de resultado entre uma empresa que faz isso e uma que não faz não aparece no primeiro ano. Aparece no quinto, quando uma precisa trocar tudo e a outra não. 

Perguntas frequentes sobre consultoria SAP 

O que faz uma consultoria SAP depois da implantação? 

Uma consultoria SAP atua depois da implantação para manter o ambiente aderente à operação. Isso inclui revisar parametrizações e cadastros, ajustar processos que mudaram, habilitar recursos já disponíveis na licença, adequar o sistema a mudanças de legislação e corrigir integrações que deixaram de funcionar como o esperado. 

Quantos projetos de ERP não atingem os objetivos definidos? 

Estudos independentes do setor indicam que entre 55% e 75% das implantações de ERP não alcançam os objetivos originais. 

Por que um ERP funcionando ainda pode gerar prejuízo? 

Porque o sistema executa a regra que encontra, não a regra correta. Cadastro inconsistente, parametrização desatualizada e integração incompleta produzem informação incorreta sem gerar erro. O Gartner estima que a má qualidade de dados custa em média US$ 12,9 milhões por ano por organização. 

Preciso reimplantar o ERP para corrigir esses problemas? 

Na maior parte dos casos, não. Ambientes com anos de uso costumam ser corrigidos por meio de revisão de parametrizações, saneamento de cadastros e ajuste de integrações. A reimplantação é a exceção, não o caminho padrão, e costuma custar muito mais do que a evolução do ambiente existente. 

Quando contratar uma consultoria SAP de sustentação? 

O sinal mais comum é a conferência: quando a empresa precisa validar um dado do sistema antes de usá-lo, o ambiente já perdeu aderência. Outros indícios são planilhas paralelas em áreas críticas, fechamento que depende de ajuste manual e recursos da licença que nunca foram habilitados. 

Onde a G2 Tecnologia entra 

A G2 Tecnologia trabalha com SAP Business One há 19 anos, em 16 países. Nesse período, uma constatação se repete em quase todo diagnóstico: o problema raramente está no software. Está no que foi parametrizado às pressas alguns anos atrás, funcionou, e nunca mais foi revisto. 

Se a sua empresa ainda precisa conferir um número antes de confiar nele, o ambiente já perdeu aderência à operação. O diagnóstico da G2 mapeia cadastros, parametrizações e integrações do seu ambiente SAP e mostra onde o valor está sendo perdido — sem exigir um novo projeto de implantação. 

Fale com os especialistas da G2 Tecnologia. 

Continue explorando 

Se este artigo respondeu à sua dúvida principal, o erro que faz implantação de ERP fracassar antes de começar costuma ser um bom complemento ao tema. O blog da G2 Tecnologia também reúne conteúdos sobre Reforma Tributária, vale a pena conferir. 

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Até a próxima! 

 

Karina Castelhano

Sobre o autor

Karina Castelhano

Karina Castelhano é Gerente de Marketing e Inteligência de Mercado da G2, com mais de 20 anos de experiência em marketing B2B para empresas de tecnologia, incluindo atuação em projetos e soluções voltadas ao ecossistema SAP. Especialista em estratégias de crescimento, posicionamento de marca, geração de demanda e análise de mercado, atua na construção de operações de marketing orientadas a dados e resultados, com foco em inovação, relacionamento e expansão sustentável dos negócios.

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